c Oficina gramatical sobre o uso da preposição “a” - Catedra Português - Língua Segunda e Estrangeira istanbul evden eve nakliyat mobil odeme bahis paykasa bozum deneme bonusu Casino Siteleri betsilin bonus deneme bonusu veren siteler nbase istanbul escort escort istanbul rus escort Huluhub.com gaziantep escort bayan antep escort bayan escort bayan

OFICINA GRAMATICAL SOBRE O USO DA PREPOSIÇÃO “A”

Conceição Siopa[1] (2012)

INTRODUÇÃO

Entre as diversas áreas problemáticas detectadas nas produções escritas da população universitária em Moçambique[2], seleccionou-se, para esta oficina gramatical, a regência de complementos verbais que envolvem o uso da preposição a.

Nesta área, podem destacar-se três tipos de dificuldades. Por um lado, há a tendência para usar como transitivos verbos que no português europeu (PE) seleccionam complementos preposicionados (cf. (1)). Neste caso, adopta-se a estrutura [V SN] para verbos que no PE têm a estrutura [V SPa]. Por outro lado, observam-se casos, em que se adopta a estrutura [V SPa] para verbos que no PE são transitivos e subcategorizam complementos nominais [V SN] (cf. (2)). Por último, foram ainda detectadas frases em que é seleccionada uma preposição diferente da que é requerida pela norma europeia (cf. (3)). Neste caso, a estrutura adoptada é [V SP], tal como no PE, residindo a dificuldade em seleccionar a preposição requerida pela norma europeia.

Exemplos:

(1) O namoro não obedece [SN nenhum critério] (=...a nenhum critério)

(2) Esta atitude pode incentivar [SP aos criminosos] a cometerem mais crimes (=…os criminosos)

(3) A minha infância remonta [SP de 1980] (= …a 1980)

O conjunto de actividades e exercícios que a seguir se propõe toma como base os problemas acima descritos e apresenta uma proposta de abordagem gramatical mais específica, sob a forma de “oficina gramatical”[3]. Este modelo de ensino enraiza-se numa concepção de ensino-aprendizagem da gramática, com foco-na-forma, centrada no aprendente. Dirige-se ao desenvolvimento de atitudes de consciencialização das regras que regem a realização das estruturas mais atingidas pelos desvios. Neste caso, concilia-se uma perspectiva descritiva, reflexiva e de manipulação de dados reais, com uma perspectiva prescritiva de ensino da norma da língua-alvo. Esta estratégia possibilita, assim, a combinação entre um ensino explícito das regras gramaticais, através de informação (directa ou indirecta) sobre o erro, e um ensino implícito, de “reforço da oferta linguística”, através do qual se expõem os estudantes a frases (ou textos) contendo muitos exemplos da estrutura alvo[4]. Reforça-se, assim, o contacto dos estudantes com as formas das estruturas gramaticais problemáticas para a população alvo, e orienta-se a sua atenção para as regras gramaticais que regulam o seu uso.

A oficina gramatical que aqui se apresenta tem os seguintes objectivos:

i) Promover a consciencialização dos estudantes relativamente à regência de complementos verbais pela preposição a.

ii) Sistematizar conhecimentos gramaticais sobre o padrão sintáctico analisado.

iii) Criar mecanismos conscientes de auto-edição e revisão de texto.

iv) Promover o uso de estruturas de regência verbal de acordo com a norma europeia.

Para uma melhor realização da oficina, apresenta-se um guião de trabalho onde se fornecem instruções para a utilização didáctica desta oficina gramatical. Veja o Guião de trabalho

A oficina que aqui se apresenta desenvolve-se em três fases: uma primeira fase em que é feita a manipulação dos dados, uma segunda fase em que se analisam os dados através da gramática explícita e, finalmente, a terceira fase em que se aplicam as regras gramaticais a novas situações. Veja a Oficina Gramatical


REFEREÊNCIAS

Cunha, C. e Cintra, L. (2001) Breve gramática do Português contemporâneo. Lisboa: Edições João Sá da Costa.

Duarte, I (1992) Contextos de uso obrigatório do conjuntivo. In Para a didáctica do português: Seis estudos de linguística, pp. 65-177. Lisboa: Edições Colibri

Ellis, R. (1997)  SLA research and teaching. Oxford: Oxford University Press.

Ferris, D. (2002) Treatment of error in second language student writing. Ann Arbour: The University of Michigan Press.

Gonçalves, P. (2010) Perfil linguístico dos estudantes universitários: Áreas críticas e instrumentos de análise. In Perpétua Gonçalves (org.) O português escrito por estudantes universitários: Descrição linguística e estratégias didácticas, pp. 15-50 Maputo: Texto Editora. 

Gonçalves, P. e Vicente F. (2010) Erros de ortografia no ensino superior. In Perpétua Gonçalves (org.) O português escrito por estudantes universitários: Descrição linguística e estratégias didácticas, pp. 51-72. Maputo: Texto Editora.

Siopa, C. (2006) Ensino do português na universidade em Moçambique: Trabalhos oficinais de gramática. In Fátima Oliveira e Joaquim Barbosa (orgs.) XXI Encontro nacional da associação portuguesa de linguística: Textos seleccionados, pp. 659-674. Lisboa: Associação Portuguesa de Linguística. Disponível em: http://www.apl.org.pt/actas/xxi-encontro-nacional-da-associacao- portuguesa-de-linguistica.html

Siopa, C. (2010) Siopa, Estruturas problemáticas e estratégias de ensino do português na universidade. In Perpétua Gonçalves (org.) O português escrito por estudantes universitários: descrição linguística e estratégias didácticas. Maputo: Texto Editora.

 



[1] Esta Ficha de Actividades foi extraída do estudo de Siopa (2006).

[2] Para uma visão panorâmica das dificuldades desta população, veja-se Gonçalves (2010) e Gonçalves e Vicente.

[3] Veja-se Duarte (1992) sobre as características gerais de uma oficina gramatical.

[4] Para mais informações sobre a questão dos erros gramaticais e sobre estratégias de ensino da gramática, vejam-se Ferris (2002) e Ellis (1997).


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